Bejo e Rijk Zwaan assinaram um acordo para o intercâmbio de licenças não-exclusivas para traços genéticos patenteados em hortaliças. Este intercâmbio permitirá às duas empresas de hortaliças reforçarem as suas capacidades inovadoras e introduzir variedades melhoradas mais rapidamente.

Neste acordo as partes se concedem o direito mútuo de uso de material vegetal de várias de suas patentes de hortaliças, tanto para fins de melhoramento como para fins comerciais. O acordo, portanto, aumenta as possibilidades para ambas empresas de desenvolver variedades de hortaliças novas e melhoradas, fazendo uso de inovações uma da outra. O acordo estabelece uma isenção plena de obtentores entre as partes para tais patentes, tal como existe no sistema mundial de direito de obtentor. Ambas empresas acreditam veemente que as patentes sobre traços genéticos não devem limitar a inovação e que esta isenção de obtentores deve ser aplicada na medida do possível na relação entre ambas as empresas.  

Plataforma de Licenciamento Internacional  
Em setembro de 2016, a Rijk Zwaan anunciou que tinha chegado a um extensivo acordo de licenciamento cruzado com a Syngenta. Rijk Zwaan, Syngenta e Bejo são membros fundadoras da Plataforma Internacional de Licenciamento de Hortaliças (ILP, da sigla em inglês). A ILP torna as inovações relacionadas a produtos hortícolas amplamente disponíveis aos melhoristas através de uma abordagem de acesso direto que oferece aos seus membros acesso a patentes de traços genéticos com condições justas e razoáveis. A ILP atualmente tem 13 membros e está aberta para novas empresas de sementes e institutos de pesquisa públicos. 

John-Pieter Schipper, diretor da Bejo, diz: "Com este acordo em combinação com a ILP, a Rijk Zwaan e a Bejo trazem a isenção total de melhoristas entre elas. Acreditamos firmemente que o acesso aberto à genética contribuirá para a preservação a longo prazo da biodiversidade e da segurança alimentar. Ao mesmo tempo, esse acordo fortalece a capacidade de inovação de ambas empresas, o que beneficiará o mercado."

Ben Tax, diretor da Rijk Zwaan, comenta: “Este acordo nos permite usar as variedades umas das outras para os propósitos de reprodução, mesmo nos casos em que o material vegetal caia sob o escopo de uma patente, e então comercializar as variedades recentemente desenvolvidas. Este é um claro acordo do tipo ganha-ganha e é um excelente negócio para produtores e consumidores. A inovação aberta no melhoramento é essencial para o fornecimento global de alimentos.”